NOSSOS OUTONOS...
As folhas caíram e foram levadas pelo vento...
E o vento sempre trouxe seu cheiro de volta pra mim...
Em cada estação fomos e voltamos , um para o outro
Até o dia em que o vento decidiu não retornar...
E nesse dia a lágrima substituiu a chuva
E o sol que entrava pela janela no início das manhã também não veio
As flores que enchiam os jardins de cores também silenciaram pétalas após pétalas
Não ficou nada, ou quase nada de nós
O que o outono não conseguiu levar foram as palavras que não dissemos
O desejo que calamos
E a coragem que omitimos...
Outros outonos virão
Talvez sem mim
Talvez sem ti...
Certamente sem nós
Mas em cada folha que o vento touxer
Será possível lembrar cada sonho que vivemos juntos ...
(Tereza Maria Caarneiro)
20/ 03/2016
domingo, 20 de março de 2016
sábado, 27 de fevereiro de 2016
O MAR E EU
Eu não me importo se você não se importa
Vejo a lua da janela
Fecho a porta
Eu não me importo se você não se importa
Vejo a lua da janela
Fecho a porta
Eu escrevo um verso
Rabisco um desenho com giz
Leio um poema de Drummond
Eu não sigo uma linha reta
A vida é curvilinha
Não há esquinas
Eu fecho os olhos
E ainda sonho
Escuto uma onda que canta
Acariciando a areia
O mar não dorme
para não perder
O brilho das estrelas...
( Tereza Maria Caarneiro)
2013
Rabisco um desenho com giz
Leio um poema de Drummond
Eu não sigo uma linha reta
A vida é curvilinha
Não há esquinas
Eu fecho os olhos
E ainda sonho
Escuto uma onda que canta
Acariciando a areia
O mar não dorme
para não perder
O brilho das estrelas...
( Tereza Maria Caarneiro)
2013
domingo, 21 de fevereiro de 2016
MISTURA DE ESTAÇÕES...
Juntar a chuva fina de abril
E a tempestade varrendo as folhas de outono
As sombras das noites chuvosas de Londres
E o calor das tardes de do Saara
Misturar a inocência da infância
A inconsequência da adolescência
Os sonhos dourados da juventude
E as crises de identidade da idade adulta
A experiência de quem passou da conta dos 80 anos...
Como um jardim, reunir as matizes da primavera
O gelo e o fogo
E guardar tudo no silêncio orante de uma madrugada
Ouvir o canto das águas
O barulho dos trovões
A dança dos ventos
E as carícias da brisa...
Onde estão as minhas estações?
Onde estão as suas estações?
Onde paramos?
No outono de ipês desfolhados?
No inverno das montanhas?
No verão dos trópicos?
Onde deixamos um verso inacabado?
Um recorte de esperança?
Um rabisco feito a grafite?
Onde eternizamos nossos sorrisos?
Onde a lágrima caiu sem desbotar?
Onde meus pés caminharam descalços?
Onde minhas mãos esculpiram um castelo?
Em qual oceano dorme os contos de fadas?
Em qual estrela se escondeu o pote de outo?
Onde foram parar os porquês?
Nas estações estão as respostas
Mas, o que importa as respostas?
Nessa tela chamada vida
Pinte cada estação onde a alma pediu pra ficar
E volte...
Não no tempo!
Mas, refaça, construa ou reconstrua um caminho... um caminho que chegue a te mesmo(a)
Um caminho é feito de atitudes
E é possível "romancear a vida..."
(Tereza Maria Caarneiro)
18/ 02/ 2016
Juntar a chuva fina de abril
E a tempestade varrendo as folhas de outono
As sombras das noites chuvosas de Londres
E o calor das tardes de do Saara
Misturar a inocência da infância
A inconsequência da adolescência
Os sonhos dourados da juventude
E as crises de identidade da idade adulta
A experiência de quem passou da conta dos 80 anos...
Como um jardim, reunir as matizes da primavera
O gelo e o fogo
E guardar tudo no silêncio orante de uma madrugada
Ouvir o canto das águas
O barulho dos trovões
A dança dos ventos
E as carícias da brisa...
Onde estão as minhas estações?
Onde estão as suas estações?
Onde paramos?
No outono de ipês desfolhados?
No inverno das montanhas?
No verão dos trópicos?
Onde deixamos um verso inacabado?
Um recorte de esperança?
Um rabisco feito a grafite?
Onde eternizamos nossos sorrisos?
Onde a lágrima caiu sem desbotar?
Onde meus pés caminharam descalços?
Onde minhas mãos esculpiram um castelo?
Em qual oceano dorme os contos de fadas?
Em qual estrela se escondeu o pote de outo?
Onde foram parar os porquês?
Nas estações estão as respostas
Mas, o que importa as respostas?
Nessa tela chamada vida
Pinte cada estação onde a alma pediu pra ficar
E volte...
Não no tempo!
Mas, refaça, construa ou reconstrua um caminho... um caminho que chegue a te mesmo(a)
Um caminho é feito de atitudes
E é possível "romancear a vida..."
(Tereza Maria Caarneiro)
18/ 02/ 2016
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
TODOS OS TONS...E MÁSCARAS...
As marcas do medo que a infância deixou...
O charme rude que a cidade grande não tirou...
Santo e profano
Para alguns sagrado
Para poucos, anônimo
Para menos ainda um ser em construção, como todos os outros...
Verso sem nexo
Mil palavras para montar um quebra cabeça
Mistura de sentimentos
Uma ideologia, uma lógica forte demais...
Não lhe é possível seguir todos os rumos
Só a arte o garante a liberdade...
Já cortou os punhos esmurrando a vidraça
Já deu gargalhadas do ridículo
Já se perdeu na estrada
Um dia vai perceber que o verdadeiro encontro só acontece na alma
A vida pode ser, verde...ou...ou acinzentada...
Alguns momentos são azuis e esses sim, chamamos de felicidade...
O espelho não vai refletir a essência
Os outros sempre o julgarão bem ou mal
A inveja ou a admiração (quase idolatria) não justificará nada, nem provará quem foi, é ou será...
O tempo não para...
E a curva da estrada pode levá-lo ao nada, ao céu ou a lugar nenhum...
Não saberá quem o espera do outro lado da cortina, quando o espetáculo terminar...Mas, tem nada mais que o agora para ser feliz!
( Tereza Maria Caarneiro )
06/12/2015
As marcas do medo que a infância deixou...
O charme rude que a cidade grande não tirou...
Santo e profano
Para alguns sagrado
Para poucos, anônimo
Para menos ainda um ser em construção, como todos os outros...
Verso sem nexo
Mil palavras para montar um quebra cabeça
Mistura de sentimentos
Uma ideologia, uma lógica forte demais...
Não lhe é possível seguir todos os rumos
Só a arte o garante a liberdade...
Já cortou os punhos esmurrando a vidraça
Já deu gargalhadas do ridículo
Já se perdeu na estrada
Um dia vai perceber que o verdadeiro encontro só acontece na alma
A vida pode ser, verde...ou...ou acinzentada...
Alguns momentos são azuis e esses sim, chamamos de felicidade...
O espelho não vai refletir a essência
Os outros sempre o julgarão bem ou mal
A inveja ou a admiração (quase idolatria) não justificará nada, nem provará quem foi, é ou será...
O tempo não para...
E a curva da estrada pode levá-lo ao nada, ao céu ou a lugar nenhum...
Não saberá quem o espera do outro lado da cortina, quando o espetáculo terminar...Mas, tem nada mais que o agora para ser feliz!
( Tereza Maria Caarneiro )
06/12/2015
domingo, 22 de novembro de 2015
QUERIA EU...
Queria que a dor não doesse
Que o sol não queimasse
Que a brisa da noite nos suavizasse
Que o sangue não escorresse
Que a dúvida não cortasse
Que o corpo não tremesse
Que o medo não nos calasse
Que o sonho não se dissolvesse
Que a esperança nunca morresse
Que a lágrima nunca escorresse
Que a lua nunca se escondesse
Que a estrela nunca se apagasse
Que o caminho incerto sempre se encontrasse...
(Tereza Maria Caarneiro)
22/11/2015
Queria que a dor não doesse
Que o sol não queimasse
Que a brisa da noite nos suavizasse
Que o sangue não escorresse
Que a dúvida não cortasse
Que o corpo não tremesse
Que o medo não nos calasse
Que o sonho não se dissolvesse
Que a esperança nunca morresse
Que a lágrima nunca escorresse
Que a lua nunca se escondesse
Que a estrela nunca se apagasse
Que o caminho incerto sempre se encontrasse...
(Tereza Maria Caarneiro)
22/11/2015
sábado, 21 de novembro de 2015
PERDOA...
Perdoa meus acertos..
Meus erros...
Minha certeza
Minha ilusão...
Perdoa meus acertos..
Meus erros...
Minha certeza
Minha ilusão...
Perdoa meu medo
Meu tarde, tão cedo...
Minha confusão...
Perdoa o passado
Profano ou sagrado
Perdoa as perguntas
O sim, o não, o talvez...
Perdoa te buscar
Te querer encontrar
Uma e mais de uma vez...
Me desculpa a poesia
A pergunta vazia
Me perdoa se pedi
Se te cortei
Se te feri
Ou se simplesmente
Nunca te esqueci...
Desisti do voo mais alto
Do sonho tão antigo...
Desisti de mim
Antes de desistir de você
(Tereza Maria Caarneiro)
13/11/2015
Meu tarde, tão cedo...
Minha confusão...
Perdoa o passado
Profano ou sagrado
Perdoa as perguntas
O sim, o não, o talvez...
Perdoa te buscar
Te querer encontrar
Uma e mais de uma vez...
Me desculpa a poesia
A pergunta vazia
Me perdoa se pedi
Se te cortei
Se te feri
Ou se simplesmente
Nunca te esqueci...
Desisti do voo mais alto
Do sonho tão antigo...
Desisti de mim
Antes de desistir de você
(Tereza Maria Caarneiro)
13/11/2015
domingo, 16 de agosto de 2015
PINTURA DE UM POEMA
Sem régua e sem compasso
Sem simetria...
Livre como o vento, o sol, a poesia...
Pintura de um poema
Que ninguém sabe escrever
Qual folha de outono
Ninguém pode prender
Se te colocam algemas nas mãos
Se a realidade te presenteia com uma camisa de forças
Para se proteger dos sonhos mais loucos...
A alma não se prende a nada que não a faça sorrir
Seus pés podem ficar presos ao chão
Mas, meu coração será sempre seu
E a pintura de qualquer poema meu
Será de ti...
( Tereza Maria Caarneiro)
16/08/2015
Sem régua e sem compasso
Sem simetria...
Livre como o vento, o sol, a poesia...
Pintura de um poema
Que ninguém sabe escrever
Qual folha de outono
Ninguém pode prender
Se te colocam algemas nas mãos
Se a realidade te presenteia com uma camisa de forças
Para se proteger dos sonhos mais loucos...
A alma não se prende a nada que não a faça sorrir
Seus pés podem ficar presos ao chão
Mas, meu coração será sempre seu
E a pintura de qualquer poema meu
Será de ti...
( Tereza Maria Caarneiro)
16/08/2015
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