sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

CAMINHANTE...
Caminho por uma estrada 
Que não sei aonde vai
Vejo o sol sumindo
E a lua surgindo
As ondas bailando
O vento cantando
A chuva caindo
A brisa chegando
Seus braços abertos
Seus lábios tão perto
Areia... deserto...
Carinho e canção
Caminho sem pressa
Sem promessa
Chego suavemente ao seu coração...


(Tereza Maria Caarneiro)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

FOI SEMPRE  VOCÊ...

Porque foi você quem me fez me redescobrir
Foi você quem me levou por caminhos de sol
Foi você quem me aqueceu na chuva
Foi você quem desenhou meu melhor sorriso
Sua...
Porque foi seu corpo que se fez abrigo
Foi seu ombro o travesseiro amigo
Foi seu rosto o espelho da alma
Sua...
Por me tornar calma
Por me deixar louca
Por me emudecer
Por me fazer respirar melhor...
Sua...
Por tudo
Por nada
Por ser
Sentir
Emergir
Olhar o infinito e saber que posso voar mais uma vez...
(Tereza Maria Caarneiro)

domingo, 7 de agosto de 2016

COTIDIANO
A vida segue
A onda passa
O tempo voa
A lágrima seca
A folha cai
A chuva chega
O sol se vai
A alma não sabe o que dizer
E quando a alma cala
O coração chega a doer
Sem promessa
Sem porquê
Só resta um pouco de sonhos
Que não podemos perder

(Tereza Maria Caarneiro)

sábado, 9 de julho de 2016

O RIO PRECISA DE TI...
Quando a correnteza for forte ou amena
Quando alguma pedra ameaçar cortar seus pés
Da margem esquerda até a direita do rio
Sempre existirá alguém precisando de ti...
Misture suas lágrimas com as águas
Na superfície brilhará seu rosto
Misturando _se ao sol
O rio segue sem pressa
Da nascente ao mar
O rio sempre segue
Segue...
Segue...
O rio canta
O rio chora
O rio silencia
Faz barulho...
O rio não para...
Muitas mãos estão estendidas
Muitos passos buscando saídas
Muitos barcos estão a remar
Outros já cansados de tanto nadar
Alguns simplesmente parados
Levados pela correnteza
Da incerteza
(...)
Navegantes de águas doces
Peles expostas ao sol
Ao vento
Ao frio
Ao relento
Eterno ou fugaz
Tanto faz ...
Indo ou voltando
Regressando
Retornando
Não sabemos ao certo, a porta
Seu abraço sempre conforta
Seu grito alerta
Seu silêncio desperta...
E é por essas e outras que ouso repetir...
Permaneça
Jamais esqueça
O RIO PRECISA DE TI...
(Tereza Maria Caarneiro )
07/07/2016

terça-feira, 17 de maio de 2016

UM DO OUTRO...


Amanhecer contigo
Ainda morna de sono, lhe sinto chegar
Com voz suave
Sorriso amável
Olhos de luar
As pontas de seus dedos me tocam como um pianista toca o piano
E a pele vibra a cada toque seu
Contornas meus lábios entre abertos
Retira com leveza os lençois
Não sei se o sol chegou lá fora
E você se demora aqui...
Meus cabelos desalinhados e meu olhar sonolento
Meu corpo semi nu se movimenta lento
Não sei do relógio
Nem do bom senso
Esqueço que o planeta é barulhento lá fora
Aqui só escuto seu respirar
E aos poucos vou me rendendo aos seus carinhos
Você não precisa pedir o que é seu...
Sinto seu cheiro e sua pele
Sua boca me cala antes do primeiro não
Nossos corpos se pedem e se perdem
Perdemos os limites
E nos damos um ao outro num sinfonia quase perfeita
Seus lábios sedosos estacionam na montanha dos meus seios
e explora cada poro que exala prazer
Misturamos corpos, meias palavras, bocas e gemidos
Seu colo é meu aconchego
Seus braços me protegem da realidade que espera do outro lado da porta...
E seus desejos me faz dissolver em ti
Menina, mulher, anjo, louca ou santa
Perdida e encontrada no céu da sua boca
Sem ar e sem nexo
Flutuando no seu sexo
"Á sombra de um vulcão"
Não sei se sou ternura
Não sei se sou paixão
Num mar de prazer
Eu sou de você
Você é de mim...
E o tempo se passa
Me ama, me abraça
E esquece do fim...
O fim do começo
E o nosso endereço
É só fantasia
Uma praia, uma cabana
Um homem e uma mulher
E nos damos conta que escrevemos um poema juntos
Sem rima, sem poesia
Porque hoje conseguimos ser maior que tudo
Nos pertencemos, emaranhados na mesma onda
E transformamos uma manhã comum , numa obra de arte...
Nossa, só nossa...
 
(Tereza Maria Caarneiro)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Trago um sol na retina
Um mar no coração
Um sonho estampado no sorriso

Um silêncio em prece
E nas pétalas da minha poesia
Um canto chamado: Gratidão !
( Tereza Maria Caarneiro)
POESIA ALADA
Escrever um poema na superfície de um lago
Desenhar seu sorriso numa nuvem
Pintar no arco-íris uma aquarela
E na mais colorida passarela
Fazer passear seu sonho lindo

Dos seus lábios fazer uma canção
Do seu beijo o meu encantamento
Do eterno a magia do momento
Do silêncio a perfeita sinfonia
Do seu abraço a realidade
E do universo um hino
Que tem nome de felicidade!
(Tereza Maria Caarneiro)